Vozes de 2026: Maria Fernanda Cândido e o Mosaico de Reflexões que Desafiam o Brasil e o Mundo

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Em um panorama de reflexões que ecoam desde os palcos paulistanos até os corredores da política global, a edição de 16 de outubro de 2026 da revista VEJA trouxe à tona uma série de declarações impactantes de figuras proeminentes. A atriz Maria Fernanda Cândido, que acaba de retornar aos palcos brasileiros com a peça “Quando Despertarmos de Entre os Mortos”, de Henrik Ibsen, após anos vivendo em Paris, lidera o coro de vozes que, ao lado de personalidades como o ex-presidente Barack Obama, o arcebispo Dom Mário Antônio da Silva, a governadora reeleita Raquel Lyra, o surfista Gabriel Medina, a atriz Bruna Marquezine, o chef Gordon Ramsay e o icônico Tom Zé em seu nonagésimo aniversário, oferecem um mosaico de perspectivas sobre a vida, a sociedade, a tecnologia e a busca por sentido em um mundo em constante transformação. As falas, publicadas na seção “Veja Essa”, capturam o espírito do tempo, abordando desde dilemas pessoais e artísticos até questões geopolíticas e éticas que moldam o presente e o futuro.

O Retorno de Maria Fernanda Cândido e a Busca pela Felicidade na Rotina

A atriz Maria Fernanda Cândido, figura central no cenário cultural brasileiro e agora também internacional, emerge como um dos destaques da recente edição da VEJA. Vivendo em Paris desde 2018, Cândido retorna aos palcos de São Paulo com a complexa obra de Henrik Ibsen, “Quando Despertarmos de Entre os Mortos”, um evento que por si só já sinaliza um momento significativo em sua carreira. Sua declaração, “Morar no Brasil é melhor, mas aprendi a ser feliz na rotina”, ressoa com uma profundidade que transcende a simples preferência geográfica. Ela toca na essência da adaptação humana e na redescoberta da felicidade em meio à estabilidade e à previsibilidade, um contraste com a efervescência muitas vezes associada à vida artística e à mudança. A frase sugere uma maturidade na percepção de que a plenitude não reside apenas em grandes eventos ou cenários exóticos, mas na capacidade de encontrar contentamento no dia a dia, independentemente do local. Este retorno aos palcos brasileiros, portanto, não é apenas um evento artístico, mas um testemunho de uma jornada pessoal de autoconhecimento e redefinição de prioridades.

Vozes da Consciência: Paz, Tecnologia e Política

A complexidade do mundo contemporâneo é ecoada por outras figuras de peso. Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, lança um alerta contundente sobre a hipocrisia humana diante do ideal de paz. “Sabemos que Jesus manda construir a paz. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós”, afirma o líder religioso. Sua fala é um chamado à reflexão sobre a dissonância entre os preceitos espirituais e as ações terrenas, um lembrete da responsabilidade coletiva na perpetuação de conflitos, sejam eles em escala global ou interpessoal. A mensagem do arcebispo sublinha a urgência de uma autocrítica profunda sobre como a humanidade tem falhado em traduzir princípios de harmonia em práticas concretas.

Em um plano distinto, mas igualmente crítico, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aborda a vertiginosa velocidade do avanço tecnológico, em especial da inteligência artificial. “O problema é que a tecnologia se move muito depressa, mas os governos e as sociedades se movem devagar”, pontua Obama. Sua observação é um diagnóstico preciso de um dos maiores desafios do século XXI: a lacuna crescente entre a inovação disruptiva e a capacidade das estruturas sociais e políticas de se adaptarem a ela. Esta defasagem gera dilemas éticos, regulatórios e sociais sem precedentes, exigindo uma agilidade e uma visão estratégica que, segundo o ex-presidente, ainda não foram plenamente desenvolvidas. A inteligência artificial, em particular, levanta questões sobre emprego, privacidade, segurança e até mesmo a definição de humanidade, demandando uma resposta coordenada e célere que os sistemas atuais parecem incapazes de prover.

No cenário político nacional, Raquel Lyra, governadora do PSD reeleita no primeiro turno em Pernambuco, oferece uma perspectiva sobre a integridade e a clareza institucional. “Não vale tudo na política, e papéis das instituições estão confusos”, declara a governadora. Sua fala, proferida no calor de uma vitória eleitoral, ressalta a importância de limites éticos e da definição de responsabilidades claras dentro do jogo político. Em um contexto de polarização e constantes questionamentos sobre a atuação dos poderes, a afirmação de Lyra serve como um lembrete da necessidade de restaurar a confiança nas instituições e de reafirmar princípios democráticos fundamentais, onde a busca pelo poder não justifique meios ilícitos ou a desvirtuação de funções essenciais.

Resiliência, Rebeldia e Autocuidado: As Dimensões Humanas

A esfera pessoal e emocional também ganha destaque nas páginas da VEJA. Gabriel Medina, o surfista tricampeão mundial, compartilha uma aspiração que transcende as ondas e os títulos. “Quero ter filhos e mais títulos”, afirma Medina, em uma declaração carregada de significado após a dolorosa perda do bebê que esperava com sua esposa, Isabella Arantes, em agosto. Sua fala é um testemunho de resiliência e esperança, mostrando a capacidade humana de projetar o futuro e de buscar a plenitude em diferentes aspectos da vida, mesmo diante de adversidades profundas. A ambição de Medina, que combina a busca por novas conquistas profissionais com o desejo de construir uma família, reflete uma visão de vida equilibrada e a força para superar traumas.

Em um tom de celebração e autoafirmação, Tom Zé, ao completar 90 anos, revela uma nova fase de sua trajetória artística e pessoal. “Sempre me preocupei em agradar os outros, agora quero ser rebelde”, declara o músico, seguido pela autodefinição poética: “Sou essa miscigenação. Esse nordestino da roça que aprendeu dodecafonismo. Um dodecafonista sertanejo.” As palavras de Tom Zé são um manifesto de liberdade tardia, uma recusa em se conformar e uma celebração de sua identidade multifacetada. A fusão do “dodecafonismo” – uma técnica de composição erudita – com a essência “sertaneja” e “nordestina da roça” encapsula a genialidade e a originalidade de um artista que sempre desafiou rótulos. Sua rebeldia aos 90 anos é um convite à autenticidade e à valorização das próprias raízes e experimentações, um legado para as novas gerações de criadores.

A atriz Bruna Marquezine, por sua vez, oferece uma perspectiva íntima sobre o amor e o autocuidado no lançamento da segunda temporada da série “Amor da Minha Vida”, no Disney+. “O maior gesto romântico que já fiz por alguém foi cuidar de mim mesma e curar as minhas próprias feridas”, revela Marquezine. Sua declaração ressoa com uma geração cada vez mais atenta à saúde mental e ao bem-estar individual. Ela desmistifica a ideia de que o romantismo se manifesta apenas em gestos externos para o outro, elevando o autocuidado a um ato de amor fundamental, não só para si, mas como pré-requisito para relações saudáveis. É uma mensagem poderosa sobre a importância de se priorizar e de se reconstruir internamente.

A Pragmatismo do Sucesso: Lições de Gordon Ramsay

Finalmente, o renomado chef britânico Gordon Ramsay, conhecido por sua franqueza e exigência, traz uma lição de pragmatismo no lançamento da segunda temporada de “Na Ponta da Faca — Buscando Estrelas Michelin”, no Apple TV. “Você pode ser um dos chefs mais talentosos do mundo, mas, se não consegue administrar um negócio, vira um idiota ocupado”, sentencia Ramsay. Sua fala é um lembrete brutalmente honesto de que o talento, por si só, não garante o sucesso. A capacidade de gestão, a visão de negócios e a disciplina são tão cruciais quanto a maestria técnica, especialmente em setores competitivos como a gastronomia. A crítica de Ramsay se estende a qualquer área profissional, sublinhando a importância da inteligência prática e da habilidade de transformar paixão em empreendimento sustentável. É uma máxima que ressoa com empreendedores e profissionais de todas as áreas, destacando que a excelência operacional é tão vital quanto a criatividade.

As declarações compiladas pela VEJA na edição de 16 de outubro de 2026 formam um painel multifacetado da sociedade contemporânea. Desde a busca por sentido e felicidade na rotina de Maria Fernanda Cândido, passando pelos alertas sobre paz e tecnologia de Dom Mário e Obama, a integridade política de Raquel Lyra, a resiliência de Gabriel Medina, a rebeldia artística de Tom Zé, o autocuidado de Bruna Marquezine, até o pragmatismo empresarial de Gordon Ramsay, essas vozes oferecem um rico material para reflexão. Elas nos convidam a ponderar sobre nossos próprios valores, desafios e aspirações em um mundo que exige constante adaptação, autoconsciência e, acima de tudo, a coragem de ser autêntico.

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