Abel Ferreira Desafia Limites na Busca pela Tríplice Coroa, Enquanto Rivais Priorizam Libertadores e Corinthians Mergulha em Crise

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Em um cenário de alta tensão no futebol brasileiro, o Palmeiras de Abel Ferreira intensifica sua busca pela inédita Tríplice Coroa, escalando força máxima contra o Athletico Paranaense neste sábado, 18 de outubro de 2026, em Curitiba. A decisão do técnico português contrasta diretamente com a estratégia de seus principais rivais, Flamengo e Fluminense, que optam por poupar titulares em seus compromissos do Campeonato Brasileiro para focar nas decisivas semifinais da Libertadores da próxima semana. Paralelamente, o Corinthians mergulha em uma crise profunda com a controversa chegada do técnico Seedorf, em meio a atrasos salariais e a ameaça iminente de rebaixamento, enquanto o Vasco da Gama emerge como um exemplo de gestão e sucesso esportivo. A obsessão de Abel Ferreira pela Tríplice Coroa – que inclui a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores – dita a estratégia palmeirense. Para o treinador, o confronto contra o Athletico Paranaense é o mais desafiador antes da “decisão” do Brasileiro contra o Flamengo, marcada para 22 de novembro no Nubank Parque. A vitória em Curitiba é vista como um “doping psicológico” essencial para o embate da próxima quarta-feira, 23 de outubro, contra o Fluminense, pela semifinal da Libertadores. Com o Brasileiro e a Libertadores como prioridades absolutas, Abel admite que, se houver necessidade de poupar jogadores, isso ocorrerá apenas na semifinal da Copa do Brasil, contra o Vasco. A comissão técnica palmeirense ainda nutre a esperança de que o Bahia, comandado por Rogério Ceni, possa complicar a vida do Flamengo na Fonte Nova neste domingo, 20 de outubro, favorecendo o Verdão na disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro. A confiança palmeirense é reforçada pela vitória no jogo de ida da semifinal da Libertadores contra o Fluminense, no Maracanã. Com uma formação tática de três zagueiros e três volantes, Abel Ferreira conseguiu travar o adversário e explorar contra-ataques velozes, garantindo um 2 a 1 que, apesar de ter sofrido um gol de cabeça de Wesley Natã (1m69) aos 49 minutos do segundo tempo, após falha do goleiro palmeirense (2m04), confere ao Palmeiras a vantagem de um empate no jogo de volta, no Nubank Parque, para alcançar sua oitava final de Libertadores. Do outro lado da moeda, Flamengo e Fluminense enfrentam dilemas distintos. O Flamengo de Leonardo Jardim, embora líder do Brasileiro com apenas um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, demonstrou desgaste físico após o empate em 0 a 0 contra o Estudiantes, na primeira partida da semifinal da Libertadores, ontem, 16 de outubro. A condição de jogadores como Emerson Royal, Alex Sandro, Samuel Lino e Saúl está sob observação. A prioridade de Jardim é clara: o confronto de volta contra o Estudiantes, na próxima quinta-feira, 24 de outubro, no Maracanã, relegando o jogo contra o Bahia, no domingo, a um segundo plano. O treinador português admite a possibilidade de poupar titulares, utilizando-os apenas se a necessidade do jogo exigir. O empate sem gols contra o Estudiantes, apesar de um desempenho “péssimo e frustrante”, foi considerado um “bom resultado” que exige agora uma vitória simples no Maracanã para o clube carioca chegar à final da Libertadores. Já o Fluminense, sob o comando de Marcão, assume abertamente que escalará vários reservas contra o Santos, neste sábado, 18 de outubro, no Maracanã. Sem chances reais de título no Brasileiro, o clube carioca, que possui o elenco mais velho da elite brasileira com uma média de 32 anos, foca todas as suas energias na partida de volta da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. A preocupação com o estado físico dos atletas é primordial, e poupar forças, mesmo correndo o risco de perder para o Santos, é considerado fundamental para manter vivo o sonho da final continental. A arbitragem também tem sido um ponto de discórdia. A vitória do Flamengo sobre o Fluminense no Brasileiro foi marcada por um “erro absurdo da arbitragem”, com Pulgar, do Flamengo, não sendo expulso. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, classificou a atuação de Rafael Klein como “um lixo”, e a Comissão de Arbitragem da CBF analisa o afastamento do árbitro. Em outro episódio, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, ficou revoltada com uma nota oficial do Flamengo expondo o árbitro Anderson Daronco antes de um clássico entre Palmeiras e Corinthians, exigindo uma resposta “definitiva” à direção flamenguista. No cenário do Brasileiro, o empate do Flamengo em 2 a 2 com o Santos, após Neymar entrar no segundo tempo e marcar dois gols, somado à vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Bahia, deixou a diferença entre os líderes em apenas um ponto, intensificando a disputa. Enquanto os líderes se digladiam, o Corinthians vive um momento de profunda instabilidade. O presidente Osmar Stabile, que já desistiu de concorrer à reeleição, enfrenta seu pior momento. Após fracassos no Paulista, Copa do Brasil e Libertadores, a demissão precipitada de Fernando Diniz, sem um substituto à altura, culminou na controversa contratação de Clarence Seedorf. O holandês, que assume o time na próxima segunda-feira, 19 de outubro, contra o Vitória, tem a missão de salvar o Corinthians do rebaixamento em apenas oito partidas, com seu contrato sendo automaticamente rescindido em caso de queda. A escolha de Seedorf surpreendeu até vices-presidentes, dada sua ausência de títulos como técnico e sete anos sem trabalhar na função, com um currículo que inclui uma queda para a Segunda Divisão na Espanha. Há quem garanta que a indicação partiu de Memphis Depay, compatriota de Seedorf, que, junto ao novo técnico, fez como primeira exigência o fim dos atrasos nos salários e direitos de imagem, que já somam dois meses. Gabriel Paulista, após a histórica goleada de 4 a 1 sofrida para o Palmeiras no Nubank Parque – onde o goleiro Hugo evitou um placar ainda mais elástico –, resumiu o estado de espírito do elenco, pedindo proteção da diretoria e se oferecendo para emprestar dinheiro a colegas necessitados. O time está a um ponto da zona de rebaixamento, e Stabile, temendo a própria torcida, dobrou o número de seguranças para o clássico contra o Palmeiras. Em contraste com a turbulência corintiana, o Vasco da Gama celebra um renascimento. Graças à luta do presidente Pedrinho para viabilizar a SAF com o apoio da família Lamacchia, o clube carioca, sob o comando do português Pedro Emanuel, montou uma equipe competitiva que alcançou duas semifinais: da Sul-Americana e da Copa do Brasil. A vitória por 1 a 0 sobre o Boca Juniors na Bombonera, com um jogador a menos e gol de Adson, foi histórica, sendo a primeira do Vasco sobre o Boca desde 1951. Agora, um empate no Maracanã na próxima semana garantirá ao clube o retorno a uma final de competição internacional após 26 anos, um testemunho da eficácia de uma gestão renovada e de investimentos estratégicos.

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