A complexa e publicamente escrutinada dinâmica familiar entre Brad Pitt e Angelina Jolie atingiu um novo patamar de tensão nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, com a confirmação de que Vivienne, a filha de 18 anos do ex-casal, obteve aprovação judicial na Califórnia para remover o sobrenome do pai de seus documentos oficiais. A decisão, que transforma seu nome legal para Vivienne Marcheline Jolie, não é um incidente isolado, mas sim o mais recente capítulo em uma série de ações similares tomadas por seus irmãos, revelando uma profunda e prolongada ruptura nos laços paternos que se desenrola nos tribunais e na esfera pública há anos.
A remoção do sobrenome Pitt por Vivienne, conforme reportado pela revista People, segue um padrão já estabelecido por outros membros da prole do ex-casal. Em 2024, a jovem já havia sido creditada como “Vivienne Jolie” na divulgação do espetáculo da Broadway “The Outsiders”, no qual colaborou com a mãe na produção, sinalizando uma intenção que agora se concretiza legalmente. Este movimento sublinha a crescente distância entre os filhos e o pai, transformando uma disputa familiar privada em uma declaração pública e legal de identidade.
A tendência de desvinculação do sobrenome paterno começou com Shiloh Nouvel Jolie, de 20 anos, que foi a primeira a formalizar o pedido de retirada do sobrenome Pitt em 2024. Desde então, a lista de filhos que optaram por essa mudança cresceu significativamente. Em setembro de 2026, Maddox Chivan Jolie, de 25 anos, teve seu pedido aprovado pela Justiça de Los Angeles, tornando-se legalmente Maddox Chivan Jolie. No mesmo mês, Zahara Marley Jolie, de 21 anos, também obteve autorização judicial para remover o sobrenome, passando a assinar oficialmente Zahara Marley Jolie.
A sequência dessas decisões judiciais, concentradas nos últimos dois anos, com um pico em 2026, sugere uma coordenação ou, no mínimo, uma convergência de sentimentos e intenções entre os irmãos. Com Vivienne, Shiloh, Maddox e Zahara agora oficialmente sem o sobrenome Pitt, a família se reorganiza legalmente em torno do sobrenome materno. A situação de Knox, de 18 anos e irmão gêmeo de Vivienne, permanece incerta, pois ainda não há informações sobre um possível pedido de alteração de seu nome. Caso ele não o faça, Pax, de 22 anos, seria o único filho a manter o sobrenome do pai em seus registros oficiais, um fato que, por si só, destaca a extensão da fragmentação familiar.
A origem dessa profunda crise familiar remonta ao divórcio de Brad Pitt e Angelina Jolie. O casal, que se tornou um dos mais icônicos de Hollywood, iniciou seu relacionamento em 2004 e oficializou a união em agosto de 2014. No entanto, a união durou pouco mais de dois anos após o casamento, com Angelina Jolie pedindo o divórcio em setembro de 2016. O processo de separação foi marcado por intensas disputas legais e alegações graves que vieram à tona nos anos seguintes.
Em 2022, Angelina Jolie apresentou à Justiça dos Estados Unidos uma acusação formal de que Brad Pitt teria agredido ela e seus filhos durante um voo de avião particular em 2016. Segundo o depoimento da atriz, Pitt estaria embriagado na ocasião e teria jogado bebida alcoólica em sua família durante a viagem da França para Los Angeles. Essa acusação, que descreve um ambiente de hostilidade e abuso, é amplamente considerada o ponto de inflexão que deteriorou irremediavelmente a relação entre Pitt e seus filhos, culminando nas recentes decisões de alteração de sobrenome.
A gravidade das alegações de 2022, embora não detalhadas publicamente em sua totalidade, parece ter solidificado a percepção dos filhos sobre a conduta do pai. A decisão de remover o sobrenome paterno, especialmente por jovens adultos que têm a autonomia legal para fazê-lo, é um ato carregado de simbolismo. Representa não apenas uma mudança burocrática, mas uma redefinição de identidade e pertencimento, um distanciamento formal de uma figura paterna com a qual a conexão emocional e legal parece ter sido irremediavelmente rompida.
A Justiça da Califórnia e de Los Angeles, ao aprovar esses pedidos, reconhece a validade das razões apresentadas pelos jovens, que, em suas idades (18, 20, 21 e 25 anos), são considerados capazes de tomar decisões significativas sobre suas vidas e identidades. O fato de que quatro dos seis filhos do ex-casal já tenham optado por essa mudança, e que um quinto (Knox) possa seguir o mesmo caminho, pinta um quadro de isolamento crescente para Brad Pitt dentro de sua própria família.
A saga “Brangelina”, que outrora encantou o mundo com sua união e sua prole internacionalmente adotada e biológica, agora se desenrola como um estudo de caso sobre as complexidades e as dolorosas consequências de um divórcio de alto perfil, especialmente quando há alegações de violência familiar. A remoção dos sobrenomes não é apenas uma notícia de celebridade; é um testemunho legal e público da profunda fratura que persiste, com os filhos escolhendo reescrever suas próprias histórias, livres de um sobrenome que, para eles, parece carregar mais peso do passado do que promessa de futuro. Acompanharemos os desdobramentos, especialmente em relação a Knox e Pax, que ainda mantêm o sobrenome Pitt, para entender se essa tendência de desvinculação continuará a se expandir.