US Open 2026: Sabalenka Consolida Dinastia em Nova York Enquanto Rybakina Ascende ao Topo do Tênis Mundial

A trajetória de Sabalenka no US Open tem sido notável. Bicampeã consecutiva em 2024 e 2025, ela buscava o tricampeonato, um feito que a solidificaria como uma das maiores da era moderna do tênis. Em 2024, ela superou Pegula na final em sets diretos, com um duplo 7/5. No ano seguinte, na semifinal, a vitória veio de virada, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/4. A edição de 2026, portanto, representava mais um passo em sua dinastia em Nova York, apesar de uma temporada sem títulos de Grand Slam até então. Contudo, a bielorrussa já havia acumulado três troféus importantes no ano: o WTA 500 de Brisbane e os WTA 1000 de Indian Wells e Miami, evidenciando sua capacidade de vencer em grandes palcos.
Para Jessica Pegula, a história se repetiu com um sabor agridoce. Apesar de uma carreira sólida, com quatro títulos de WTA 1000 (Guadalajara 2022, Montreal 2023, Toronto 2024 e Dubai 2026) e um total de 11 troféus, o Grand Slam ainda lhe escapa. A decisão do US Open de 2024, contra Sabalenka, permanece sua única final em um Major, e a busca pelo título mais cobiçado do tênis continuará em 2027, já que o torneio norte-americano tradicionalmente encerra o calendário de Slams. A norte-americana demonstrou resiliência nas quartas de final, virando um jogo contra sua compatriota Emma Navarro (3/6, 6/4 e 6/3), mas não conseguiu superar a barreira Sabalenka desta vez.
A Batalha da Semifinal: Sabalenka vs. Pegula
O confronto da semifinal começou com ambas as tenistas exibindo saques potentes e precisos. Sabalenka registrou quatro aces no primeiro set, enquanto Pegula converteu quase 75% de seus primeiros serviços, vencendo o ponto em 19 de 23 ocasiões (83%). A intensidade era palpável, e mesmo em momentos de pressão, as jogadoras conseguiam reagir. No quarto game, Pegula salvou um break point com um winner impecável. Cinco games depois, foi a vez de Sabalenka enfrentar um break point após mandar a bola na rede e cometer uma dupla falta. Perder aquele game seria um desastre, dando a Pegula a chance de sacar para o set. No entanto, a bielorrussa reagiu imediatamente com um saque forte e um winner, confirmando o serviço e empatando em 5/5.
Apesar de 12 erros não forçados no set inicial, Sabalenka compensou com 17 winners, um deles decisivo no último game, quando quebrou o saque de Pegula para fechar a parcial em 7/5. No segundo set, a bielorrussa começou sacando, e a quebra de serviço, que demorou a acontecer no primeiro set, veio mais rapidamente. No quarto game, mesmo com Pegula começando com um ace, Sabalenka acertou dois winners seguidos, virou o game e, após uma batalha no 40-40, garantiu a quebra com uma rebatida cruzada precisa. Com a confirmação do serviço na sequência, ela abriu uma vantagem crucial de 3/1.
O restante do set viu confirmações de serviço até o sétimo game, quando Sabalenka brilhou novamente, quebrou o saque de Pegula e selou a vitória por 6/2, sob os aplausos do público, que incluía o ex-jogador de futebol brasileiro Ronaldo Fenômeno, um conhecido entusiasta da modalidade. A performance de Sabalenka na semifinal foi um testemunho de sua capacidade de elevar o nível nos momentos decisivos, transformando erros em oportunidades e dominando a quadra com sua agressividade característica.
Rybakina e a Nova Ordem no Ranking
Do outro lado da chave, Elena Rybakina garantiu sua vaga na final em um confronto igualmente emocionante contra a favorita da casa, Coco Gauff. A cazaque superou Gauff de virada, no encerramento da rodada de quinta-feira, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4. O apoio incondicional da torcida na quadra central Arthur Ashe não foi suficiente para evitar a derrota da tenista americana, que lutou bravamente, mas sucumbiu à consistência e poder de Rybakina. A vitória não apenas a levou à final, mas também confirmou sua ascensão ao posto de número 1 do mundo, um marco significativo em sua carreira.
A final do US Open, que aconteceu no sábado, 12 de outubro, colocou frente a frente as duas tenistas em melhor momento na temporada para um tira-teima na quadra rápida do último Grand Slam do ano. De um lado, Sabalenka, buscando consolidar sua hegemonia em Nova York e adicionar mais um título à sua coleção de 2026. Do outro, Rybakina, celebrando a conquista do topo do ranking mundial e a oportunidade de coroar sua ascensão com um título de Grand Slam. O confronto prometia ser um espetáculo de alto nível, com duas jogadoras que não apenas preferem a quadra dura, mas que também demonstraram ao longo do torneio uma capacidade ímpar de superar adversidades e impor seu jogo.
O US Open de 2026, portanto, não foi apenas um palco para grandes partidas e rivalidades intensas, mas também um divisor de águas no tênis feminino, com a consagração de uma nova líder no ranking mundial e a reafirmação da força de uma campeã em busca de seu legado. A performance de Sabalenka na semifinal contra Pegula, e a ascensão de Rybakina, são fatos que ressoam na história recente do esporte, marcando um período de transição e excelência no circuito da WTA.