Pedro Scooby e Irmão Viram Réus em Processo Milionário: Ex-Doméstica Alega Ter Sido Usada Como ‘Laranja’ Pelo Pai Falecido

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Pedro Scooby, o surfista e ex-BBB de 38 anos, e seu irmão, João Vitor Vianna, foram formalmente incluídos como réus em um processo judicial de alta complexidade e repercussão, distribuído em 2 de outubro de 2026 na 1ª Vara da Comarca de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. A ação foi movida por uma ex-funcionária doméstica do pai dos irmãos, Alexandre Cosme Vianna, falecido em abril de 2024. A trabalhadora alega ter sido utilizada como “laranja”, sendo inserida como sócia em cinco empresas vinculadas à família Vianna sem seu conhecimento ou consentimento, resultando em um acúmulo de mais de R$ 1 milhão em cobranças e execuções judiciais em seu nome. Este caso, que aguarda análise do juiz, lança luz sobre práticas empresariais questionáveis e as intrincadas relações familiares, especialmente após o falecimento do patriarca. A denúncia da ex-funcionária, cujo nome não foi divulgado, veio à tona de forma dramática. Após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), ela buscou acessar um benefício de incapacidade temporária, um direito fundamental para sua subsistência. Contudo, foi surpreendida por bloqueios judiciais que a impediam de receber qualquer amparo. Foi nesse momento crítico que a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que agora a representa, identificou a origem dos impedimentos: uma série de dívidas e a existência de cinco empresas registradas em seu nome, das quais ela não tinha ciência alguma. A descoberta não apenas chocou a trabalhadora, mas também revelou uma suposta trama de uso indevido de dados pessoais para fins empresariais ilícitos.

Segundo o processo, a mulher trabalhou por sete meses em uma fazenda de Alexandre Cosme Vianna, localizada em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. Durante seu período de emprego, ela afirma ter assinado diversos documentos, acreditando piamente que se tratavam de trâmites rotineiros relacionados à sua contratação e ao estabelecimento de seu vínculo empregatício. A alegação central é que, sob o pretexto de formalizar sua situação trabalhista, ela foi induzida a assinar papéis que, na verdade, a incluíam como sócia em empreendimentos dos quais não tinha conhecimento e para os quais nunca deu consentimento informado. A Defensoria Pública confirmou a distribuição do processo e a gravidade das acusações, que apontam para uma possível fraude societária e danos significativos à vida da trabalhadora. Na ação judicial, a ex-funcionária busca a anulação de todos os atos societários que a vincularam às cinco empresas, a imediata retirada de seu nome de todos os registros empresariais e, em reconhecimento aos profundos transtornos e prejuízos sofridos, uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil. O montante das dívidas e execuções judiciais em seu nome, que ultrapassa R$ 1 milhão, evidencia a dimensão do impacto financeiro e pessoal que essa situação gerou em sua vida, transformando um período de vulnerabilidade em um pesadelo burocrático e legal. Com o falecimento de Alexandre Cosme Vianna, o pai de Pedro Scooby, a responsabilidade legal pelo espólio e pelas possíveis dívidas e irregularidades recai sobre seus herdeiros. Por essa razão, Pedro Scooby e outros três herdeiros foram incluídos como réus no processo. É crucial ressaltar que a inclusão do surfista na ação não implica, automaticamente, que ele tenha participado ativamente das supostas irregularidades atribuídas ao pai. A lei brasileira prevê que os herdeiros respondam pelas dívidas do falecido até o limite da herança recebida. Contudo, a situação se complica diante das declarações de Scooby. Questionado pela reportagem, Pedro Scooby se manifestou de forma veemente, buscando demarcar distância do caso e das ações de seu pai. Ele afirmou desconhecer completamente o processo e fez questão de enfatizar a ausência de qualquer relação com Alexandre Cosme Vianna desde a adolescência. “Meu pai me abandonou com 15 anos. Desde então, eu não tenho relação com ele, nenhuma. Ele faleceu e eu não tenho acesso a nada dele. Ele tinha outra família, então eu não tive acesso à herança nem nada. Inclusive, eu abri mão disso. E nunca corri atrás de nada, nunca”, declarou o surfista, revelando uma ruptura familiar profunda e duradoura.

A manifestação de Scooby continuou, reforçando a ideia de que sua inclusão no processo se deve unicamente ao vínculo sanguíneo. “Eu imagino que ela me processa por eu ser filho de sangue dele. Mas eu não tenho nenhuma relação com meu pai. Desde os 15 anos eu não tenho relação com ele, nunca”, completou, sublinhando a distância emocional e prática que sempre manteve do pai. Essa declaração sugere que, para Scooby, a responsabilidade pelas ações do pai não deveria recair sobre ele, dada a ausência de contato e o abandono sofrido. O ex-BBB e surfista também utilizou suas redes sociais para reiterar sua posição e compartilhar detalhes de sua história familiar, buscando clarear a situação para seus seguidores e a opinião pública. “Meu pai me abandonou quando eu tinha 15 anos, meu irmão 13. Abandonou minha mãe, eu e meu irmão. Minha mãe teve síndrome do pânico, depressão; a gente quase passou fome. Passamos por poucas e boas. A gente conseguiu dar a volta por cima, meu irmão seguiu a vida dele, a minha mãe eu cuido dela até hoje, e eu não tive nenhuma relação mais com meu pai”, frisou Scooby, expondo as cicatrizes de um passado difícil e a resiliência de sua família. Ele prosseguiu, reforçando a falta de envolvimento com os negócios ou o patrimônio do pai: “Se meu pai fez alguma coisa na vida dele, nunca tive acesso às coisas dele; nem depois que ele morreu tive acesso à herança dele. Inclusive abri mão da herança dele pela minha relação com ele. Minha vida sempre foi baseada na honestidade e no trabalho”. A declaração de renúncia à herança é um ponto crucial, pois legalmente, se confirmada e formalizada, poderia isentá-lo de responsabilidades sobre as dívidas do falecido. “Nunca dei volta em ninguém. Nunca teve nenhuma pessoa que trabalhou comigo reclamou. Se outras pessoas escolhem caminhos errados não é comigo. Não tenho nada a ver com isso. Nunca tive nada com meu pai e nem relação com ele desde os 15 anos”, concluiu, tentando dissociar sua imagem e reputação das acusações que pesam sobre o espólio de seu pai. O caso agora segue para as etapas processuais, com a expectativa de que o juiz analise as provas e os argumentos apresentados pela Defensoria Pública em nome da ex-funcionária, bem como as defesas dos réus, incluindo Pedro Scooby. A complexidade da situação, que envolve alegações de fraude, abandono familiar e a responsabilidade de herdeiros, promete um desdobramento judicial que poderá ter implicações significativas para todos os envolvidos e para a discussão sobre ética empresarial e laços familiares.

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