Inglaterra Desmantela Croácia em Primeiro Tempo Histórico na Liga das Nações

Na noite desta sexta-feira, 03 de outubro de 2026, a seleção inglesa de futebol protagonizou uma exibição de força e precisão, aplicando uma goleada avassaladora de quatro gols a zero sobre a Croácia ainda no primeiro tempo de um confronto válido pela Liga das Nações da UEFA. O palco para esta performance implacável foi o Stadion HNK Rijeka, onde a equipe dos Três Leões, com gols de Bukayo Saka, Anthony Gordon, Jude Bellingham e Harry Kane, demonstrou um domínio absoluto que deixou a equipe croata irreconhecível e incapaz de reagir. A partida, que se desenrola após um início de campanha misto para a Inglaterra – uma derrota para a Espanha seguida por uma vitória contra a República Tcheca – marca um momento de afirmação para o elenco inglês, que parece ter encontrado seu ritmo e confiança.
Desde os primeiros minutos, a superioridade inglesa foi palpável. A Croácia, jogando em casa, parecia desorientada e sem respostas táticas para a intensidade e a fluidez do ataque adversário. Em mais de 30 minutos de jogo, os anfitriões sequer conseguiram tocar na bola dentro da área inglesa, um dado estatístico que sublinha a profundidade da crise que se abateu sobre a equipe croata. Matt Upson, ex-defensor da Inglaterra e comentarista da BBC Radio 5 Live, não hesitou em descrever a partida como uma das mais confortáveis que já testemunhou, tamanha a facilidade com que a Inglaterra controlava as ações.
A avalanche de gols começou com Anthony Gordon, que, em uma exibição de entrosamento e talento, combinou com Jude Bellingham para abrir o placar. A dupla, que se destacaria ao longo do primeiro tempo, já mostrava a que veio. O segundo gol, também fruto da sinergia entre Gordon e Bellingham, consolidou a vantagem inglesa e aprofundou o desespero croata. Alex Howell, repórter da BBC Sport England, destacou a confiança e o futebol ofensivo que a Inglaterra apresentava, um estilo que, segundo ele, é exatamente o que os torcedores desejam ver. A comparação com a performance da Inglaterra no segundo tempo contra a Croácia na Copa do Mundo, feita por Upson, ressalta a magnitude do desempenho atual.
O comentarista John Murray, da BBC Radio 5 Live, capturou a essência do jogo ao afirmar que “é 2 a 0 e poderia ser 5 a 0. É um tráfego de mão única”. A Croácia estava “em frangalhos”, sem conseguir se organizar defensivamente ou criar qualquer ameaça. A cada duelo, a Inglaterra saía vitoriosa, com os jogadores croatas “catando os pedaços” de uma equipe que simplesmente não conseguia competir. A facilidade com que Anthony Gordon conseguia girar e controlar a bola, sem a presença de defensores croatas por perto, era um sintoma claro da desorganização adversária. Jude Bellingham, em particular, estava em uma noite inspirada, exibindo um “futebol encantador” e participando ativamente das jogadas de ataque.
Harry Kane, o capitão e artilheiro, também deixou sua marca, contribuindo para a goleada e se aproximando de um marco histórico. Com este gol, Kane ficou a apenas um de igualar o recorde de aparições de Shilton pela seleção, um feito que ele certamente buscará alcançar nas próximas partidas. A busca por este recorde, inclusive, levou Murray a brincar que os companheiros de equipe de Kane poderiam não esperar muitos passes dele no terço final do campo, dada a sua fome de gols. A participação de Kane, juntamente com as tentativas de Elliot Anderson, demonstrava a incessante pressão ofensiva inglesa.
O Brilho Individual e a Desilusão Croata
A atuação de Jude Bellingham foi um capítulo à parte. Sami Mokbel, correspondente sênior de futebol da BBC Sport, descreveu a jogada do terceiro gol, que envolveu Bukayo Saka e Anthony Gordon, culminando com Bellingham finalizando com um toque sutil. A capacidade de Bellingham de “fazer o que Harry Kane pode fazer” ressalta a versatilidade e o talento do jovem meio-campista. A Inglaterra estava em “modo de ataque total”, uma visão “adorável de se ver” para seus torcedores.
Outro destaque foi a estreia de Alex Scott. O jovem jogador, em sua primeira partida como titular pela seleção inglesa, demonstrou uma notável capacidade de adaptação e confiança. Matt Upson elogiou sua postura em posse de bola, sua constante leitura de jogo e seu crescimento em confiança, especialmente considerando que estava enfrentando meio-campistas experientes como Luka Modric e Mateo Kovacic. Scott, inclusive, teve participação no gol de abertura da Inglaterra, solidificando uma estreia de sucesso.
Enquanto a Inglaterra celebrava sua performance, a Croácia afundava em uma crise de identidade e desempenho. Upson observou que a equipe croata precisava “se acertar” ou o placar continuaria a aumentar, criticando a falta de tackles e a passividade defensiva. A torcida croata, apesar da desvantagem, tentava manter o ânimo, gritando e incentivando a cada toque na bola de um jogador da casa, mas o esforço parecia em vão diante da superioridade inglesa. A equipe estava “irreconhecível” e simplesmente não conseguia competir, como reiterou John Murray.
A partida, que ainda tem um segundo tempo a ser disputado, já se desenha como um marco para a Inglaterra nesta campanha da Liga das Nações. A capacidade de golear uma equipe como a Croácia, mesmo que em um dia ruim para os anfitriões, envia uma mensagem clara sobre as ambições e o potencial desta geração inglesa. A combinação de talentos jovens como Saka, Gordon e Bellingham com a experiência e o faro de gol de Kane, sob a batuta de uma estratégia ofensiva bem definida, promete um futuro empolgante para os Três Leões. Resta saber se a Croácia conseguirá encontrar alguma forma de dignidade na segunda etapa ou se a Inglaterra continuará a ditar o ritmo até o apito final.