Tragédia em São Mateus: Idosa com Alzheimer é Encontrada Sem Vida Após 10 Dias de Desaparecimento

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Na última terça-feira, dia 29, a comunidade de São Mateus, no Espírito Santo, foi abalada pela trágica notícia da descoberta do corpo de Venilda Kuster Frisso, uma idosa de 77 anos que sofria de Alzheimer e estava desaparecida há dez dias. O corpo, já em estado de decomposição, foi encontrado no Bosque da Praia, em Guriri, próximo à estrada de Barra Nova, encerrando uma angustiante busca que mobilizou familiares e uma vasta força-tarefa de segurança e salvamento. A identificação foi feita pela filha, Jany Kuster, uma policial penal, através das roupas que a mãe vestia, e a causa da morte será determinada por necropsia em Linhares.

A Desaparição e a Angústia Familiar

Venilda Kuster Frisso, uma senhora de 77 anos, vivia com a condição debilitante do Alzheimer, uma doença neurológica que afeta a memória e as funções cognitivas. Sua família, ciente dos riscos, mantinha um cuidado constante, e a idosa não tinha o hábito de sair de casa sozinha. No entanto, no sábado, dia 19, por volta das 16h, um descuido momentâneo transformou a rotina da família Kuster em um pesadelo. Segundo o relato da filha, Jany, o portão da residência, que normalmente era mantido trancado, não estava com o cadeado naquele dia. Venilda, em um momento de desorientação, conseguiu sair sem ser percebida. Imagens de câmeras de segurança capturaram a idosa caminhando pelas ruas de Guriri por volta das 19h daquele mesmo sábado, seguindo em direção a um bosque. Essa foi a última vez que Venilda foi vista com vida, dando início a uma busca desesperada por parte da família. Os dias que se seguiram foram de intensa aflição e incerteza. A filha Jany Kuster expressou a profunda dor e o sentimento de impotência que tomou conta de todos. “Dá uma sensação de impotência, de muita fragilidade, de inutilidade por não conseguir achar. ‘Tá’ todo mundo muito tenso, muito desesperado”, desabafou Jany, refletindo o tormento vivido pelos familiares que, sozinhos, iniciaram as primeiras incursões na tentativa de encontrar Venilda.

A Mobilização Sem Precedentes

Diante da gravidade da situação e da falta de pistas concretas, a busca por Venilda Kuster Frisso ganhou uma dimensão maior. Na sexta-feira, dia 25, seis dias após o desaparecimento, uma força-tarefa robusta foi oficialmente formada, reunindo esforços de diversas instituições e da própria comunidade. Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Penal, Guarda-vidas e Guarda Municipal se uniram à família Kuster em uma operação de busca e salvamento sem precedentes na região. As buscas se concentraram nas áreas mais prováveis, baseadas no último avistamento da idosa. Matas densas, as extensas praias de Guriri e locais abandonados foram minuciosamente vasculhados. O capitão Davi Pedroza, do Corpo de Bombeiros, detalhou a estratégia adotada: “Estamos mobilizando as equipes com base no último ponto em que ela foi avistada. Começamos com o raio de 200 metros do local e vamos expandir até encontrar a idosa.” A operação contou com o que há de mais avançado em tecnologia de busca e resgate, incluindo o uso de drones para sobrevoar áreas de difícil acesso, helicópteros do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) da Polícia Militar, que ofereceram uma visão aérea crucial, e cães farejadores, treinados para detectar odores humanos em terrenos variados. A esperança de encontrá-la com vida, embora diminuindo a cada dia, era o motor que impulsionava cada membro da força-tarefa.

O Desfecho Trágico e a Investigação

Após dez dias de buscas incessantes, a esperança deu lugar à triste realidade. Na manhã da última terça-feira, dia 29, o corpo de uma mulher foi encontrado em estado de decomposição no Bosque da Praia, em Guriri, próximo à estrada de Barra Nova. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, confirmou a descoberta. A perícia da Polícia Científica foi imediatamente chamada para iniciar os procedimentos. A identificação do corpo coube à filha, Jany Kuster, que reconheceu a mãe pelas roupas que Venilda vestia no dia de seu desaparecimento. A confirmação trouxe um fim doloroso à angústia da família, mas abriu uma nova fase de questionamentos sobre as circunstâncias da morte. O corpo de Venilda Kuster Frisso foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal, em Linhares, onde passará por necropsia. Este procedimento é fundamental para que a causa exata da morte seja identificada, fornecendo respostas cruciais para a família e para a investigação. Somente após a conclusão da necropsia, o corpo será liberado para os ritos fúnebres. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCIES) acompanha o caso, garantindo que todos os protocolos de investigação sejam seguidos para esclarecer os detalhes deste trágico desfecho. A comunidade de São Mateus e Guriri, que acompanhou com apreensão as buscas, agora se une em luto e solidariedade à família Kuster Frisso, que enfrenta a dor da perda após dias de incerteza e esperança. A tragédia serve como um lembrete sombrio dos desafios enfrentados por famílias que cuidam de entes queridos com doenças neurológicas, onde um momento de desatenção pode ter consequências devastadoras.

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