Alexandre Pantoja Bate na Trave: Joshua Van Mantém Cinturão Peso-Mosca em UFC 333 Eletrizante

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Na noite de 19 de setembro de 2026, a Crypto.com Arena em Los Angeles foi palco de um confronto épico pelo cinturão dos pesos-mosca no UFC 333, onde o desafiante brasileiro Alexandre Pantoja, de 36 anos, não conseguiu superar o atual campeão, Joshua Van, de 24 anos, de Myanmar. Em uma decisão unânime dos juízes (49-47, 50-45 e 49-46), Van garantiu a vitória e manteve seu reinado na categoria, frustrando as esperanças de Pantoja de conquistar o título em uma luta marcada por estratégias contrastantes e momentos de intensa disputa. A expectativa era alta para o embate principal, que colocava frente a frente a experiência e o jogo de chão de Pantoja contra a juventude e a precisão nos golpes de Van. Desde o primeiro soar do gongo, a tônica da luta ficou clara: Joshua Van buscava manter a distância e desferir golpes certeiros, enquanto Alexandre Pantoja tentava encurtar e levar a luta para o solo, onde sua especialidade poderia prevalecer. No round inicial, Van demonstrou sua agressividade com 58 golpes certos e 43 segundos de controle, defendendo uma tentativa de queda. Pantoja, por sua vez, conseguiu duas quedas em três tentativas e acumulou 2:02 de controle no chão, com 25 golpes certos, indicando sua intenção de dominar no grappling. O segundo e terceiro rounds seguiram o mesmo padrão de intensa troca de estratégias. Pantoja aumentou seu controle no chão para 3:24 no terceiro round, com três quedas certas em oito tentativas e 62 golpes. No entanto, Joshua Van continuava a acumular golpes significativos, chegando a 103 golpes certos no terceiro assalto, com 1:05 de controle no chão. A luta era um verdadeiro xadrez humano, com cada lutador tentando impor seu ritmo e anular as forças do adversário. A resiliência de Van em se manter em pé e a persistência de Pantoja em buscar as quedas foram os pontos altos desses rounds intermediários. ### A Intensidade Cresce e a Decisão se Aproxima No quarto round, a luta atingiu um novo patamar de intensidade. Joshua Van conseguiu dominar as ações em pé, somando 150 golpes e mantendo 1:19 de controle no chão. Pantoja, apesar de estar atrás na contagem de golpes (97), não desistia de sua estratégia, conseguindo quatro quedas certas em 14 tentativas e acumulando 5:13 de controle no chão, mostrando sua determinação em levar a luta para sua zona de conforto. O quinto e último round foi um espelho da batalha travada: Van com absurdos 207 golpes, sempre buscando a trocação, enquanto Pantoja, com 116 golpes, levava a luta para o chão com cinco quedas em 16 tentativas e impressionantes 8:43 de controle. Contudo, a eficácia dos golpes de Van e uma derrubada para nocaute, além de uma tentativa de finalização no último round, foram cruciais para a percepção dos juízes. Ao final, Joshua Van somou 249 golpes certos, contra 147 de Pantoja, e, apesar do maior tempo de controle no chão do brasileiro, a dominância em pé do campeão foi inegável, resultando na manutenção do cinturão. ### Brasileiros no Card Principal: Vitórias e Derrotas Marcantes O UFC 333 não foi apenas sobre a luta principal. O card contou com a participação de outros talentos brasileiros, que tiveram destinos distintos. No coevento principal, o brasileiro Maurício Ruffy, um lutador com um impressionante cartel de 14 vitórias (13 por nocaute), enfrentou o armênio Arman Tsarukyan. A luta foi um choque de estilos e expectativas, mas terminou de forma abrupta e dramática. Tsarukyan, conhecido por sua agressividade e precisão, não deu chances a Ruffy, finalizando a luta por nocaute com uma cotovelada a apenas nove segundos do fim do primeiro round. Ruffy somou 23 golpes, mas não foi o suficiente para conter o ímpeto de Tsarukyan, que registrou nove golpes e uma queda em dez tentativas, com três minutos de controle no chão antes do nocaute. Outro brasileiro em destaque foi Patrício Pitbull, de 39 anos, que demonstrou sua força e experiência ao nocautear o sul-coreano Dooho Choi no primeiro round. Pitbull dominou o confronto, desferindo 38 golpes certos contra 20 de Choi, e conseguiu a derrubada que culminou em uma sequência de socos decisivos para o nocaute. Essa vitória ressaltou a capacidade de Pitbull de finalizar lutas de forma contundente, reafirmando seu lugar entre os grandes nomes do esporte. ### Outros Destaques do Card Principal e Preliminar O card principal do UFC 333 foi repleto de emoções e desfechos rápidos. A segunda luta da noite viu Sean Sharaf nocautear Gable Steveson em apenas 12 segundos, um dos nocautes mais rápidos da história recente do UFC. Em um combate mais equilibrado, Alonzo Menifield venceu Iwo Baraniewski por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28) após três rounds intensos, onde Menifield conseguiu uma queda e 2:54 de controle, contra 86 golpes e 4:19 de controle de Baraniewski. O card preliminar também entregou momentos memoráveis. A última luta preliminar viu Marlon Vera, do Equador, nocautear o canadense Charles Jourdain no terceiro round, após uma performance dominante com três quedas e 2:12 de controle no chão. Outras lutas do card preliminar incluíram a vitória por nocaute de Ryan Gandra sobre Ozzy Diaz, e as decisões divididas de Michael Aswell contra Joo Sang Yoo e Robelis Despaigne contra Tai Tuivasa. Nas preliminares iniciais, Joanderson Brito nocauteou Giga Chikadze no primeiro round, Case O’Neill finalizou Eduarda Moura também no primeiro round, e Edmen Shahbazyan venceu Brunno Ferreira por decisão. O evento, transmitido via Paramount+ e VAVEL Brasil, consolidou a Crypto.com Arena como um palco vibrante para o MMA, entregando aos fãs uma noite de lutas inesquecíveis, com destaque para a performance dominante de Joshua Van e a persistência de Alexandre Pantoja, que, apesar da derrota, mostrou garra e determinação em sua busca pelo cinturão. A jornada de Pantoja continua, e o mundo do MMA aguarda seus próximos passos.

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