O Adeus de um Ícone: Messi Encerra Capítulo Histórico na Seleção Argentina Contra Benin

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Nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, às 20h (horário de Brasília), o Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, será palco de um dos momentos mais emocionantes e aguardados da história do futebol argentino: a despedida de Lionel Messi da seleção nacional. Em um amistoso contra a equipe de Benim, o craque do Inter Miami encerra uma trajetória de duas décadas, marcada por glórias, desafios e uma conexão inigualável com a torcida. O evento, que será transmitido ao vivo pelo sportv e acompanhado em tempo real pelo ge, representa o fim de uma era e o início de um novo capítulo para a Albiceleste. A expectativa para esta noite histórica é palpável. Desde o anúncio do adeus de Messi, toda a programação da Argentina para a Data Fifa foi meticulosamente planejada para culminar neste jogo. O camisa 10 foi “poupado” dos dois amistosos anteriores – vitórias expressivas de 4 a 0 sobre a Bolívia e 7 a 0 sobre a equipe sub-23 de Burkina Faso – para que pudesse se concentrar exclusivamente na sua última apresentação com a camisa azul e branca. A mobilização em torno do evento foi tamanha que os 85 mil ingressos para o Monumental de Núñez esgotaram em impressionantes uma hora e meia, evidenciando o desejo da nação de prestar sua última homenagem ao maior jogador de sua história.

Para tornar a despedida ainda mais simbólica, a Associação do Futebol Argentino (AFA) convidou os jogadores que conquistaram a Copa do Mundo de 2022 ao lado de Messi para participarem da partida. Nomes como o zagueiro Nicolás Otamendi, que havia deixado a seleção após a Copa de 2026, e o meia-atacante Ángel Di María, que já tinha se despedido da equipe nacional, retornam para este momento especial. Apenas Paulo Dybala e Nahuel Molina, ambos da Roma, não foram liberados por seus clubes para o confronto, um detalhe que não diminui o brilho da constelação reunida para o adeus do ídolo. A seleção argentina também estreará uma camisa nova, desenvolvida especialmente para a ocasião, que incorpora referências à bandeira do país e à rica trajetória de Messi ao longo de suas duas décadas de serviço à nação.

A carreira de Messi na seleção é um épico à parte. Estreando em 2005 e disputando sua primeira Copa do Mundo na Alemanha em 2006, o craque enfrentou anos de frustração e críticas por não conseguir levantar títulos com a camisa nacional. A pressão chegou ao ápice em 2016, quando, após três vice-campeonatos consecutivos – Copa do Mundo de 2014 e duas edições da Copa América (2015 e 2016) –, ele chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção. No entanto, a comoção da torcida e o apelo de companheiros de equipe o fizeram reconsiderar, um retorno que mudaria para sempre a história do futebol argentino.

Após outra decepção na Copa do Mundo de 2018, com a eliminação nas oitavas de final na Rússia, a chegada do técnico Lionel Scaloni marcou um ponto de virada. Convencido a tentar mais uma vez, Messi finalmente conquistou seu primeiro título pela Argentina, a Copa América de 2021, em uma vitória histórica de 1 a 0 sobre o Brasil no Maracanã. A consagração máxima viria em 2022, com a tão sonhada conquista da Copa do Mundo do Catar, um triunfo que cimentou seu lugar entre os maiores de todos os tempos. A jornada de títulos não parou por aí: Messi ainda levantou mais uma Copa América em 2024 e foi um dos destaques da Argentina no vice-campeonato da Copa de 2026, consolidando um legado de 125 gols em 207 partidas, o tornando o maior artilheiro da seleção.

Do outro lado do campo, a seleção de Benim enfrenta uma “maratona” logística para participar deste evento histórico. Com uma viagem de 25 horas em classe econômica, incluindo uma escala em Paris, a equipe africana vê o amistoso contra a Argentina de Messi como uma oportunidade única. Para Benim, o jogo não é apenas um confronto esportivo, mas uma vitrine para apresentar o país ao mundo, aproveitando a atenção global voltada para a despedida do craque. A presença em um palco tão grandioso, diante de um adversário de tamanha envergadura, é um momento de orgulho e visibilidade para a nação africana.

Enquanto Messi se prepara para a noite do adeus, a Argentina já começa a vislumbrar o futuro sem seu camisa 10. A “camisa 10 está vazia”, como apontam análises, e a seleção busca novas lideranças para o ciclo até 2030. A tarefa de preencher o vácuo deixado por um jogador de sua magnitude é imensa, mas o legado de Messi, que transformou Buenos Aires em um museu a céu aberto com murais gigantes, estações de metrô e obras de arte ao lado de Maradona, continuará a inspirar gerações. A capital argentina, que já homenageia o ídolo em cada esquina, se prepara para uma noite de emoção e gratidão, celebrando não apenas um jogador, mas um símbolo nacional.

Para o jogo desta terça-feira, as escalações esperadas são: Argentina com Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Enzo Fernández e Lo Celso; Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni. Benim deve entrar em campo com Dandjinou; Ouorou, Roche, Tijani e Azongnitode; D’Almeida, Imourane, Aloko, Olaitan e Ouorou; Tosin. Técnico: Gernot Rohr. A partida promete ser um misto de celebração, nostalgia e a última chance de ver Messi em ação com a camisa que ele tanto honrou.

A despedida de Messi não é apenas o fim de um ciclo, mas um testemunho da paixão e da resiliência do futebol. É a celebração de um atleta que transcendeu o esporte, unindo uma nação e inspirando milhões ao redor do globo. Hoje, o mundo do futebol se volta para o Monumental de Núñez, não apenas para assistir a um jogo, mas para testemunhar a história sendo escrita, ou melhor, encerrada, por um dos seus maiores protagonistas.

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