Nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, a cena política brasileira volta seus olhos para a divulgação de uma nova e aguardada pesquisa Quaest sobre a corrida pela Presidência da República em 2026. O levantamento, contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, promete oferecer um panorama detalhado da preferência do eleitorado, testando 13 nomes no cenário estimulado de primeiro turno e apresentando cinco projeções para um eventual segundo turno. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520, é um termômetro crucial para entender as dinâmicas eleitorais a pouco mais de um ano do pleito.
A importância deste estudo da Quaest transcende a mera coleta de números; ele se insere em um contexto de intensa movimentação pré-eleitoral, onde as estratégias dos partidos e pré-candidatos começam a ser delineadas com base na percepção pública. Em um país polarizado e com um eleitorado cada vez mais atento, a divulgação de dados como estes serve como um catalisador para debates, reavaliação de alianças e ajustes de discurso. A precisão metodológica e a abrangência do levantamento são elementos que conferem grande autoridade aos resultados, influenciando não apenas a mídia e os analistas, mas também os próprios atores políticos.
Para garantir a robustez dos dados, a Quaest ouviu um universo de 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos por todo o território nacional. Essa amostra cuidadosamente selecionada busca replicar a diversidade demográfica e socioeconômica do eleitorado brasileiro, assegurando que os resultados reflitam, com a maior fidelidade possível, o sentimento das urnas. A abrangência geográfica é fundamental para captar as nuances regionais que muitas vezes moldam as tendências eleitorais em um país de dimensões continentais como o Brasil.
A metodologia empregada pela Quaest reforça o compromisso com a qualidade e a confiabilidade. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios, por uma equipe de profissionais treinados. A aplicação de questionários estruturados por meio de dispositivos eletrônicos minimiza erros e padroniza a coleta de informações, garantindo a integridade do processo. Essa abordagem direta e pessoal permite captar a opinião do eleitor em seu ambiente, longe de pressões externas, contribuindo para uma resposta mais genuína e ponderada.
A margem de erro máxima da pesquisa é de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Esses indicadores técnicos são essenciais para a interpretação dos resultados. A margem de erro informa o grau de incerteza da pesquisa, indicando que os valores reais podem variar dentro desse intervalo. Já o nível de confiança de 95% significa que, se a pesquisa fosse repetida cem vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro da margem de erro, atestando a solidez estatística do levantamento.
No cenário estimulado de primeiro turno, os eleitores foram apresentados a um cartão com os nomes dos 13 pré-candidatos, indicando em quem pretendem votar. A lista inclui figuras já consolidadas no cenário político e nomes que buscam consolidar sua posição. Entre os testados estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Leonardo Avalanche (PRTB), Renan Santos (Missão), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP) e Wilson Grassi (Democrata). Essa diversidade de nomes abrange um amplo espectro ideológico e partidário, permitindo uma análise multifacetada das preferências do eleitorado.
A presença de nomes como Lula e Flávio Bolsonaro, representantes de correntes políticas antagônicas que dominaram as últimas disputas, demonstra a continuidade de uma polarização que ainda define grande parte do debate nacional. A inclusão de governadores como Ronaldo Caiado e Zema, que buscam se posicionar como alternativas de centro ou direita moderada, reflete a tentativa de construir pontes e atrair eleitores descontentes com os extremos. A pesquisa, ao testar esses diferentes perfis, oferece um panorama rico sobre a fragmentação e as possibilidades de reagrupamento do eleitorado.
Além dos nomes mais conhecidos, a Quaest incluiu candidatos de partidos menores e de diferentes matizes ideológicos, como Augusto Cury, Leonardo Avalanche, Renan Santos, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Wilson Grassi. Essa abrangência é vital para mapear a totalidade do espectro político e identificar potenciais surpresas ou o crescimento de novas lideranças. A inclusão de tantos nomes no cenário estimulado permite que o eleitor se familiarize com uma gama maior de opções, mesmo que alguns deles ainda não possuam grande reconhecimento público.
Para além do primeiro turno, o levantamento também testa cinco combinações para uma eventual segunda etapa da eleição. Os resultados desses cenários de segundo turno são igualmente cruciais, pois revelam a capacidade de cada pré-candidato de agregar apoios e de se sair vitorioso em um confronto direto. Muitas vezes, a dinâmica do segundo turno difere significativamente da do primeiro, com eleitores reavaliando suas escolhas e buscando o candidato com maior chance de vitória ou que melhor represente seus interesses em um embate final.
A obrigatoriedade do registro da pesquisa no sistema da Justiça Eleitoral, sob o número BR-06520, é um pilar da transparência do processo eleitoral brasileiro. O TSE exige que todas as informações sobre a metodologia, o período de realização, a margem de erro e o contratante sejam apresentadas antes da divulgação dos resultados. Esse mecanismo permite que a sociedade e os órgãos de controle fiscalizem a lisura e a conformidade dos levantamentos de opinião pública, garantindo a credibilidade dos dados apresentados e protegendo o eleitor de manipulações.
O custo informado do levantamento da Quaest é de R$ 314 mil, um investimento significativo que reflete a complexidade e a abrangência de uma pesquisa nacional. Esse valor cobre desde o planejamento metodológico e a contratação da equipe de campo até o processamento e a análise dos dados. A pesquisa faz parte de uma série contínua de levantamentos que acompanham a corrida eleitoral para 2026, oferecendo uma visão evolutiva das tendências e das mudanças no humor do eleitorado ao longo do tempo.
Em levantamentos prévios, a Quaest já havia apontado tendências importantes, como a indicação de que 71% dos eleitores já teriam definido seu voto para presidente, um dado que sugere um eleitorado com escolhas consolidadas, mas que ainda pode ser influenciado por novos fatos e campanhas. Além disso, a Quaest havia sinalizado que, às vésperas da campanha, Lula mantinha a liderança, seguido por Flávio Bolsonaro, e que o atual presidente ganharia em todos os cenários testados para a eleição de 2026. Os resultados desta nova pesquisa serão fundamentais para verificar se essas tendências se mantêm, se há alterações significativas ou se novos nomes começam a ganhar tração.
O cenário político atual é marcado por intensos debates e movimentações. Questões como a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de fraude processual com IA, as discussões sobre a regulamentação das apostas esportivas (bets) e as tensões entre diferentes esferas de poder e grupos sociais, como o questionamento da queda de perfil da CNBB no X, criam um ambiente de efervescência. Nesse contexto, a pesquisa Quaest não é apenas um retrato do momento, mas também um elemento que pode influenciar as estratégias dos partidos e a percepção pública sobre a viabilidade de cada candidatura.
A expectativa em torno da divulgação completa dos resultados é alta. Analistas políticos, estrategistas de campanha e o público em geral aguardam ansiosamente para decifrar os números que a Quaest apresentará. As informações contidas neste levantamento serão cruciais para compreender o atual estágio da corrida presidencial de 2026, identificar os desafios e oportunidades para cada pré-candidato e antecipar os próximos passos de uma eleição que promete ser tão disputada quanto as anteriores. A pesquisa é um farol que ilumina o caminho da democracia, oferecendo dados para uma análise informada e um debate público mais qualificado.