A menos de vinte dias do pleito de 2026, o cenário político em Santa Catarina aponta para uma reeleição consolidada do atual governador Jorginho Mello (PL) já no primeiro turno. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro, pela Real Time Big Data, revela que o bolsonarista mantém uma liderança expressiva, com uma vantagem que ultrapassa os 30 pontos percentuais sobre seus concorrentes diretos, solidificando sua posição como favorito absoluto na corrida pelo governo do estado. Os números indicam uma tendência de voto robusta e um desafio monumental para a oposição, que parece não ter conseguido frear o ímpeto do atual chefe do executivo catarinense.
Os dados do levantamento são contundentes e desenham um panorama de pouca disputa para o cargo de governador. No primeiro turno, Jorginho Mello alcança 49% das intenções de voto, um patamar que o coloca à beira da vitória sem necessidade de um segundo turno, necessitando de apenas mais um ponto percentual para garantir a maioria absoluta dos votos válidos. Essa performance notável reflete uma forte aprovação e uma campanha eficaz, que conseguiu capitalizar o apoio do eleitorado catarinense. A posição de Mello, alinhado ao espectro bolsonarista, parece ressoar profundamente em um estado historicamente conservador, onde a pauta da direita tem encontrado terreno fértil.
Atrás do governador, a disputa pelas posições subsequentes mostra uma fragmentação da oposição e uma distância considerável para o líder. O ex-deputado federal João Rodrigues (PSD) aparece em segundo lugar, com 15% do eleitorado, enquanto o ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB) ocupa a terceira posição, com 8%. A soma dos votos de Rodrigues e Merísio, mesmo que combinados, não seria suficiente para ameaçar a liderança de Mello, que ostenta uma vantagem de 34 pontos percentuais sobre o segundo colocado, João Rodrigues. Essa disparidade sublinha a dificuldade dos demais candidatos em construir uma alternativa competitiva e unificada.
Ainda no primeiro turno, os demais candidatos figuram em um empate técnico nas posições seguintes, com percentuais que indicam uma baixa penetração no eleitorado. Marcelo Brigadeiro (Missão) registra 2% das intenções de voto, seguido por Marcus Sodré (PSTU), com 1%. Um grupo de candidatos, composto por Bruno Pedreiro (PCO), Laís Chaud (UP) e Ralf Zimmer (PRD), soma, juntos, apenas 1% do eleitorado. Esses números reforçam a polarização da eleição em torno da figura de Jorginho Mello e a dificuldade de outras candidaturas em se destacarem em um cenário tão dominado. A pulverização de votos entre esses nomes menores, embora esperada, contribui para a consolidação da liderança de Mello, ao não permitir que um único adversário acumule força suficiente para desafiá-lo.
### Cenários de Segundo Turno: Mello Mantém Domínio Absoluto
Os cenários de segundo turno, embora improváveis diante dos números do primeiro turno, apenas reforçam a hegemonia de Jorginho Mello. Em uma eventual disputa contra João Rodrigues, o governador venceria com uma margem esmagadora de 57% a 26% dos votos. Contra Gelson Merísio, a vitória seria ainda mais expressiva, com Mello alcançando 66% das intenções de voto, contra 18% de Merísio. Esses resultados demonstram que a preferência pelo atual governador não se limita ao primeiro turno, mas se estende a qualquer confronto direto, indicando uma base de apoio sólida e resistente a mudanças de última hora. A consistência desses números em diferentes simulações de segundo turno é um forte indicativo da percepção do eleitorado catarinense sobre a gestão e a figura política de Jorginho Mello.
A robustez da candidatura de Mello pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo a máquina partidária do PL, a identificação com a base bolsonarista e a possível percepção de estabilidade e continuidade por parte dos eleitores. A ausência de um nome forte o suficiente para unificar a oposição e apresentar um projeto alternativo convincente também pavimenta o caminho para a reeleição. A campanha de Mello, ao que tudo indica, conseguiu consolidar sua imagem e mensagem, tornando-o a escolha preferencial para a maioria dos catarinenses que se manifestaram na pesquisa.
### Corrida ao Senado: Bolsonarismo em Destaque
Paralelamente à disputa pelo governo, a corrida ao Senado por Santa Catarina também apresenta um cenário interessante, com três nomes ligados ao bolsonarismo empatados na liderança. A deputada federal Caroline de Toni (PL), o senador Esperidião Amin (PP) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) dividem a preferência do eleitorado. Este empate técnico entre figuras com forte identificação com o movimento bolsonarista sugere que a pauta e os valores associados a essa corrente política continuam a ter grande apelo no estado, não apenas para o executivo, mas também para a representação no legislativo federal.
A presença de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado em Santa Catarina, um estado que tem se mostrado um bastião do bolsonarismo, é um fator que certamente atrai atenção nacional. Sua candidatura, ao lado de Caroline de Toni, do mesmo partido (PL), e de Esperidião Amin, do PP, que também tem se alinhado a essa corrente, reforça a força do movimento na região. A eleição para o Senado, que elege apenas um representante por estado a cada quatro anos, promete ser acirrada entre esses três nomes, com a possibilidade de uma disputa voto a voto, apesar da similaridade ideológica. A escolha do eleitorado catarinense para o Senado será um termômetro importante da influência do bolsonarismo no legislativo federal.
### Metodologia da Pesquisa e Credibilidade
A pesquisa Real Time Big Data, responsável por este levantamento, entrevistou 1.600 eleitores em Santa Catarina. As entrevistas foram realizadas entre os dias 12 e 16 de setembro de 2026, período crucial a poucos dias da votação. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro dessa margem de erro. O levantamento está devidamente registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código SC-00866/2026, garantindo sua conformidade com as normas eleitorais e sua transparência.
A credibilidade da Real Time Big Data e a metodologia empregada conferem robustez aos resultados apresentados, tornando-os um indicativo forte das tendências eleitorais em Santa Catarina. A proximidade da data da pesquisa com o dia da votação (menos de vinte dias) aumenta a relevância dos dados, pois capturam o sentimento do eleitorado em um momento decisivo da campanha. A análise desses números é fundamental para compreender a dinâmica política do estado e as expectativas para o futuro governo e representação no Senado. A consolidação da liderança de Jorginho Mello e a forte presença de candidatos bolsonaristas na disputa pelo Senado desenham um cenário de continuidade e reforço de uma linha política específica em Santa Catarina.