Control Resonant: A Revolução Hack and Slash da Remedy que Redefine o Gênero em 2026

Capa
Em uma audaciosa manobra que desafia as convenções da indústria de videogames, a Remedy Entertainment lançou em setembro de 2026, com o título “Control Resonant”, uma experiência que redefine sua aclamada franquia. Longe do sci-fi de ação que marcou seu antecessor, este novo capítulo mergulha os jogadores em um frenético universo hack and slash, colocando-os na pele de Dylan Faden, irmão da icônica Jesse Faden, em uma missão desesperada para conter o avanço do Ruído que ameaça engolir o planeta, transformando as paisagens urbanas dos Estados Unidos, especialmente Nova York, em campos de batalha distorcidos e repletos de anomalias. A decisão de mudar drasticamente o gênero da série, embora arriscada, solidifica a reputação da Remedy como um estúdio capaz de inovar e entregar projetos de alma, consolidando “Control Resonant” como um dos títulos mais impactantes do ano. A transição de gênero, um desafio monumental para qualquer estúdio e franquia estabelecida, foi executada com maestria pela Remedy. “Control Resonant” abandona os corredores claustrofóbicos e salões distorcidos do Federal Bureau of Control (FBC) para projetar suas bizarrices e ameaças para o mundo exterior. Dylan, que cresceu como uma cobaia do FBC e tem seu primeiro contato com o mundo externo em décadas, é o protagonista ideal para essa jornada. Dotado de habilidades excepcionais, herdadas ou desenvolvidas em seu passado singular, ele se torna a linha de frente contra as hordas de criaturas e chefões que infestam as ruas, avenidas e edifícios do cartão-postal estadunidense. A narrativa, embora não foque nos maiores terrores existenciais como o original, celebra a capacidade de enfrentá-los de frente, com uma intensidade visceral que é espetacular.

Gameplay Adaptável e Combate Visceral

O coração de “Control Resonant” reside em seu sistema de combate, que oferece uma profundidade e adaptabilidade raramente vistas. A experiência de “sair no soco” contra tudo que se move e ameaça é o ponto alto, evocando a sensação de um Dante de Devil May Cry solto em uma Nova York demoníaca. Embora Dylan ainda não ostente o estilo icônico de um protagonista de DMC, sua capacidade de “descer o braço” em monstros e distorções é inegável e extremamente satisfatória. O jogo permite a execução de combos complexos, o enfrentamento de hordas inimigas simultaneamente, lançamentos aéreos e finalizações espetaculares, além da aplicação de diversos efeitos elementais como queimar e envenenar. A ausência de um sistema de classificação de estilo como AAA ou SSS+ é uma pequena nota, mas não diminui a sensação de poder e heroísmo que Dylan transmite, remetendo a ícones como Kratos, Dante e Raiden. Um dos aspectos mais notáveis é a personalização quase completa do gameplay. Embora a aparência de Dylan seja limitada, o arsenal de poderes e recursos à disposição do jogador é vastíssimo. Desde o início, há uma escolha entre três armas distintas, que podem ser combinadas com outras ao longo da jornada. A ampla árvore de habilidades para cada arma, somada a um punhado de finalizadores diferentes e itens que o protagonista carrega, cria uma fórmula para um estilo de jogo verdadeiramente único. Cada chefão derrotado concede um poder inédito, com o jogador podendo escolher entre duas opções, garantindo que poucos terão conjuntos de habilidades idênticos. Essa liberdade permite que os jogadores adaptem a experiência ao seu estilo preferido, sem serem forçados a “aprender do zero” algo que não lhes agrada, e a flexibilidade de alterar essas escolhas a qualquer momento (fora de pontos-chave da trama) é um diferencial louvável.

Um Mundo Distorcido e Visualmente Deslumbrante

Graficamente, “Control Resonant” mantém a excelência de seu antecessor, mas eleva o patamar com a iluminação e os efeitos gráficos aprimorados, inspirados em “Alan Wake 2” (2023). A Remedy Entertainment não se contentou em apenas replicar, mas transformou Nova York de uma maneira visualmente impactante. A cidade se dobra sobre si mesma, em uma fusão de “A Origem” (2010) e “Doutor Estranho” (2016), criando cenários que são, por si só, obras de arte e convidam à contemplação. Essa distorção arquitetônica não é meramente um apelo estético; ela se integra de forma orgânica ao gameplay. Os jogadores frequentemente se encontrarão caminhando de uma calçada plana para um prédio vertical, trocando de lado e realizando outras façanhas que desafiam a percepção espacial. O que poderia ter se tornado uma mecânica complexa e frustrante, a Remedy conseguiu tornar natural, veloz e incrivelmente divertida, seja na exploração, nas batalhas ou em outros momentos. Habilidades como pulo duplo, planar no ar, “magnetismo arquitetônico” e a mudança na rotação do corpo de Dylan são adquiridas conforme a busca por Jesse avança, adicionando camadas de diversão e complexidade ao movimento.

A Jornada Pessoal de Dylan e a Maestria Narrativa

A história de Dylan é um dos pilares emocionais de “Control Resonant”. Sua jornada, do isolamento como cobaia do FBC ao primeiro contato com o mundo externo em décadas, é profundamente impactante. O protagonista luta para interagir socialmente, compreender as nuances do cotidiano e até enfrenta a hostilidade de seus próprios aliados, marcados pelos eventos do “Control” original. Testemunhar sua evolução de um “peixe fora d’água” para um protetor é um caminho belíssimo e repleto de nuances. Personagens secundários como Zoe, a presença “ausente” de Jesse e outros elementos enriquecem a experiência, abrilhantando a narrativa. Toda essa construção, aliada a uma trilha sonora envolvente, aos dilemas internos de Dylan com a monstruosidade que reside dentro de si e aos cenários que dobram a realidade, é valorizada ao máximo. “Control Resonant” encapsula tudo o que torna os títulos da Remedy tão memoráveis, ao mesmo tempo em que demonstra a maestria do estúdio em mudar de gênero e acertar em cheio. O jogo não reinventa a roda tecnicamente, mas reúne o que há de melhor em gameplay, cenário, trilha sonora e ação, somando ao know-how da Remedy em contar excelentes histórias e trazer personagens envolventes para dar vida à obra.

Um Destaque em um Ano Competitivo

Apesar de não ser uma cópia de outros hack and slash, “Control Resonant” se estabelece como uma sequência autêntica de “Control”, trilhando um caminho único. Conseguir essa distinção é algo louvável, e o título se posiciona, de longe, como uma das melhores experiências do mercado de games em 2026. As únicas críticas notadas durante a análise foram em relação à câmera, que ocasionalmente não acompanha Dylan tão bem em momentos intensos, com inimigos, prédios ou veículos obstruindo a visão, e um leve “atraso” em movimentos rápidos de combate. Além disso, algumas quedas de quadros e pequenos bugs foram observados, mas a expectativa é que a atualização de day one de “Control Resonant” resolva grande parte desses problemas, que, vale ressaltar, não chegaram a atrapalhar a ação. Setembro de 2026 se mostrou um mês repleto de lançamentos de peso, como “Onimusha: Way of the Sword”, “Silent Hill: Townfall” e “Marvel’s Wolverine”, que dividiram a atenção e o orçamento dos fãs. No entanto, se a escolha for por apenas um título, a obra da Remedy Entertainment é a recomendação enfática. Não é apenas o melhor jogo experimentado em 2026, mas “Control Resonant” faz tudo de forma fluida e sem subestimar os jogadores. Os poderes customizáveis são incríveis, assim como os visuais e a imersão que ele oferece. Seria injusto compará-lo diretamente com “Alan Wake 2” (2023), mas é possível afirmar que ele carrega o mesmo peso e impacto, à sua própria maneira, provando que a Remedy conseguiu agradar a gregos e troianos com uma obra que parecia impossível de ser realizada.

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