Paraná: Moro Lidera Disputa ao Governo com 44,7%, Aponta Nova Pesquisa Paraná Pesquisas

Em um cenário político cada vez mais aquecido e a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, o instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, um novo levantamento que traça um panorama da corrida pelo governo do Paraná. A sondagem eleitoral posiciona o senador Sergio Moro (PL) na liderança isolada, angariando 44,7% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, consolidando sua vantagem em um pleito que se aproxima rapidamente.
Os dados revelam uma disputa acirrada pelas posições seguintes. Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar com 23% das intenções, seguido de perto por Sandro Alex (PSD), que registra 19,7%. A proximidade entre os dois últimos candidatos é notável, com ambos tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. Essa margem de erro sublinha a volatilidade e a incerteza que ainda pairam sobre a definição de quem avançaria para um eventual segundo turno, caso Moro não consiga a vitória no primeiro.
A pesquisa, que não realizou simulações de segundo turno, foca exclusivamente na fotografia do momento para a primeira etapa do processo eleitoral. O primeiro turno está agendado para o dia 4 de outubro, tornando cada nova divulgação de pesquisa um elemento crucial para a análise de estratégias de campanha e a percepção pública. A liderança de Moro, embora expressiva, ainda o coloca abaixo do patamar necessário para uma vitória no primeiro turno, que exige mais de 50% dos votos válidos. A distância entre ele e a soma dos seus principais adversários sugere que a campanha nas próximas semanas será decisiva para definir se a eleição será resolvida em uma única rodada ou se o Paraná terá um segundo turno.
O levantamento do Paraná Pesquisas apresentou aos eleitores tanto um cenário espontâneo, onde os nomes dos candidatos não são previamente apresentados, quanto um cenário estimulado, no qual uma lista de concorrentes é exibida. Os números detalhados, contudo, foram divulgados para o cenário estimulado, que geralmente reflete de forma mais precisa a intenção de voto quando o eleitor já tem conhecimento dos principais nomes em disputa. A ausência de simulações de segundo turno, por sua vez, impede uma projeção sobre como os eleitores se comportariam em um embate direto entre os candidatos mais bem posicionados, adicionando uma camada de especulação ao resultado final.
A metodologia empregada pelo Paraná Pesquisas é um pilar fundamental para a compreensão dos resultados. O instituto entrevistou 1.280 pessoas em diversas localidades do estado do Paraná, entre os dias 15 e 17 de setembro. A amostra foi cuidadosamente selecionada para ser representativa da população paranaense, garantindo que os dados coletados reflitam a diversidade demográfica e socioeconômica do eleitorado. A margem de erro de 2,8 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%, significa que, se a pesquisa fosse repetida cem vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro desse intervalo. Esse rigor metodológico é essencial para conferir credibilidade aos números apresentados.
A pesquisa foi contratada pela Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-01022/2026. O registro no TSE é uma exigência legal que garante a transparência e a fiscalização dos levantamentos eleitorais, permitindo que a Justiça Eleitoral acompanhe a conformidade das metodologias e a divulgação dos resultados. Essa formalidade é crucial para assegurar a lisura do processo e a confiabilidade das informações que chegam ao público.
Além das intenções de voto, a pesquisa também abordou a taxa de rejeição, questionando os eleitores sobre quais candidatos não votariam de jeito nenhum. Embora a metodologia tenha permitido que cada entrevistado citasse mais de um nome, os resultados específicos para este quesito não foram detalhados na divulgação. A taxa de rejeição é um indicador estratégico importante, pois revela o teto de crescimento de um candidato e pode influenciar a decisão de eleitores indecisos ou daqueles que buscam um voto útil para evitar a vitória de um nome indesejado. A ausência desses dados na divulgação impede uma análise mais aprofundada sobre o potencial de crescimento ou estagnação de cada campanha.
O Papel das Pesquisas Eleitorais e Seus Limites
É fundamental contextualizar o papel das pesquisas de intenção de voto no cenário eleitoral. Como a própria Gazeta do Povo, veículo que tradicionalmente publica esses levantamentos, ressalta, as pesquisas são uma “leitura de momento”, baseadas em amostras representativas da população. Elas não são, e não devem ser interpretadas como, uma previsão exata do resultado das eleições. Diversos fatores podem influenciar os resultados, desde os métodos de entrevista e a composição da amostra até a forma como as perguntas são formuladas. A dinâmica eleitoral é fluida, e a opinião pública pode mudar significativamente nas últimas semanas de campanha, especialmente com debates, eventos e a intensificação da propaganda eleitoral.
A experiência das eleições de 2022 serve como um lembrete vívido das “discrepâncias relevantes” que podem surgir entre os resultados das pesquisas e o veredito das urnas. Essa realidade reforça a necessidade de o leitor encarar os levantamentos como uma ferramenta de informação, e não como um oráculo. Contudo, mesmo com suas limitações, as pesquisas eleitorais exercem uma influência considerável. Os resultados divulgados têm o potencial de moldar decisões estratégicas de partidos políticos, de lideranças e até mesmo de influenciar os “humores do mercado financeiro”, que reage às percepções de estabilidade ou mudança política.
A transparência na divulgação da metodologia é, portanto, um pilar para a credibilidade. Informações como o número de entrevistados, o período de coleta, a margem de erro, o nível de confiança e o registro no TSE são cruciais para que o público e os analistas possam avaliar a robustez dos dados. A Gazeta do Povo, ao longo dos anos, tem se pautado por essa prática, publicando todas as pesquisas dos principais institutos, e reforça a importância de o leitor estar atento a esses detalhes, que geralmente se encontram ao final das matérias sobre pesquisas eleitorais.
Em resumo, a pesquisa Paraná Pesquisas para o governo do Paraná em 2026 oferece um instantâneo valioso da corrida eleitoral a poucas semanas do primeiro turno. A liderança de Sergio Moro, a disputa acirrada pelo segundo lugar e a ausência de simulações de segundo turno delineiam um cenário dinâmico e incerto. Enquanto os números fornecem um guia para a compreensão do momento, a história recente das eleições nos lembra que o veredito final pertence sempre às urnas, e que a campanha nas próximas semanas será decisiva para o futuro político do estado.